Testemunhos Reais do Padre Cruz

Testemunhos Reais do Santo Padre Cruz

Testemunhos Reais do Padre Cruz

Testemunhos Reais do Santo Padre Cruz
Santo Padre Cruz

Hoje venho contar-vos testemunhos reais do Padre Cruz, o padre que até as calças dava. Estes testemunhos reais relatados pelo meu querido avô, homem à antiga, muito trabalhador, responsável e um cavalheiro (daqueles que às vezes parece que já não existem mais).

O meu avô conviveu de perto com o Padre Cruz e pedi-lhe para que mais uma vez me contasse as vivências que teve com ele. Quando era pequena adorava ouvir as suas vivências, sempre dizia “conta outra vez avô!”. Mas hoje, achei importante registar todos estes factos, partilhar convosco momentos deste grande homem que foi o Padre Cruz e principalmente, porque sei também que estes foram testemunhos reais, não devendo ser esquecidos e sim contados de geração em geração.

Ele era um homem de caridade, cada vez que via um pobre que tinha as roupas desgastadas ou que precisava de roupa, despia as suas calças, ficando só de batina. Frequentemente isto aconteceu, pois era um homem cheio de generosidade.

Ele vivia no Largo do Caldas,actual Largo Adelino Amaro da Costa, no palácio que é agora a sede do CDS/PP.

 

1º Testemunho

Na Igreja de São Cristovão, quando todos estavam a sair de uma missa, uma senhora que tinha encomendado uma missa pelo seu filho, foi pagar ao Padre Cruz, entregando-lhe um envelope (quando este recebia dinheiro das missas ele nunca via quanto estava dentro do envelope) e guardou-o na algibeira da batina.

Mais adiante, estava uma mulher, com um bebé ao colo a pedir esmola. O Padre Cruz passa por ela e entrega-lhe o envelope e seguiu a rua para ir para o Largo do Caldas. Quando a mulher abriu o envelope e viu que este continha muito dinheiro foi a correr ter com ele e disse-lhe que se tinha enganado, pois o envelope tinha muito dinheiro.

Ao que este respondeu:

– Eu não sei o que tem minha filha, eu dei-te e agora é teu.

 

2º Testemunho

O Padre Cruz era amigo da sogra do patrão do meu avô, quando ela queria pedir uma novena pelo seu filho, que era comerciante e estava no Brasil era a ele que recorria pois tinha muita fé nele.

Cerca de 2 meses antes do Natal, o Padre Cruz tinha ido ao Brasil, e ela ia sempre ouvir a missa das sete da manhã na Igreja de São Domingos. Não sabendo que ele já havia chegado a Portugal.

Durante a missa, ela assistia ajoelhada e no preciso momento em que se sentou, surpreendentemente, reparou que quem estava ao seu lado era o Padre Cruz.

E ela disse-lhe:

– Ah Padre Cruz já chegou do Brasil! Não se esqueça da novena pelo bem-estar do meu filho, marque por favor.

E o Padre Cruz respondeu:

– Ai minha filha, mas o seu filho já não morreu?

– Não, ainda ontem recebi uma carta dele e graças a Deus ele está muito bem.

– Ah, olhe eu pensava que ele já tinha morrido.

Em seguida, ela foi para casa. Entretanto, quando chegou a casa, tinha um telegrama a dizer que o filho já tinha morrido.

Entretanto, quando chegou a altura do Natal, foram todos (incluindo o meu avô) à minha missa do galo, à Igreja de Santo António da Sé. Entraram por uma porta, e desceram uma escadas que davam directamente à sacristia. Quando chegaram à sacristia estava lá o Padre Cruz sentado, todos seguiram em direcção à Igreja, mas enquanto isso, a sogra do patrão do meu avô ficou para trás e perguntou:

– Como é que o Sr. Padre Cruz sabia que o meu filho tinha morrido?

E este respondeu:

– São coisas de Deus minha filha, são coisas de Deus.

 

3º Testemunho

Certa vez, o Padre cruz apanhou o comboio Inter-Cidades, aqueles comboios que só param nas estações principais.

Entretanto, quando o revisor chegou, ele disse que queria sair em determinada estação. A que o revisor respondeu, que aquele comboio não ia parar naquela estação pois só pararia nas estações principais.

E o Padre Cruz respondeu:º

– De certo que o comboio vai parar.

 

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